🔥 Fogão a lenha

🔥 Fogão a lenha

Bom dia, e… que frio é esse? 🥶

Esperamos que você esteja bem agasalhado. Hoje, por acaso, falamos de fogão a lenha – como uma alternativa à fome cada vez mais recorrente em Curitiba, infelizmente. Também tem uma história sobre um aeroporto da cidade e sobre as feirinhas de inverno.

Aquele obrigada especial à nossa nova apoiadora, Suzana Nogiri! Se você também curte O Expresso, visite oexpresso.curitiba.br/apoie e ajude a incentivar o debate sobre Curitiba.

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Tempo de leitura da edição de hoje:
7 minutos e 54 segundos

Nosso próximo encontro:
Terça, 6 de julho

1. Gás nas alturas e madeira no fogão

É difícil de acreditar, mas, aqui em Curitiba, tem gente que está tendo que voltar às antigas e cozinhar com fogão a lenha, por causa do exorbitante preço do gás de cozinha.

Quem contou essa história (que até parece do século passado) foi a revista piauí, na reportagem “A lenha ou a fome”, de Felippe Aníbal. Ele foi ao bairro da Caximba, no extremo sul da cidade, onde “as pequenas chaminés dos fogões a lenha se multiplicam”. (piauí)

  • O bairro, ironicamente, fica a poucos quilômetros da Refinaria Getúlio Vargas, da Petrobras, responsável por 12% da produção nacional de derivados de petróleo.

💰 Para muitas das famílias que ali vivem, comprar um botijão chega a custar quase 15% da renda mensal. Em Curitiba, o preço de um botijão de GLP varia atualmente entre R$ 82 e R$ 93,50, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

“Bem ou mal, comida sempre teve. Mas, para o gás, não estava dando”, disse Marili dos Santos à piauí. “É duro você ver a comida ali e não ter como cozinhar.”

Olhando o gráfico (em especial o pico do último ano), dá para ver por que o preço do gás ficou dramático para tantas famílias em Curitiba. Acesse a visualização completa aqui

E por que o gás subiu tanto? Em resumo, por causa da alta do dólar e da elevada cotação do petróleo no mercado internacional. No Brasil, desde maio do ano passado, o preço do botijão subiu cinco vezes mais do que a inflação. Só no mês de junho, o reajuste foi de 6%. (Bem Paraná)

  • Mas ainda pode piorar: com o reaquecimento da economia global conforme a vacinação avança e a pandemia de COVID-19 arrefece, a demanda por energia deve aumentar – e o preço também, não só do gás, como da energia elétrica.

⏳ O uso de lenha e carvão para cozinhar não é de hojeem Curitiba, cerca de 7% dos domicílios afirmam recorrer a esse tipo de combustível para preparar alimentos – ou 51 mil famílias, segundo dados do IBGE, de 2019. 

  • Esse percentual é bem menor que a média nacional, de 19%, mas maior do que em outras capitais, como Belo Horizonte (4,7%), São Paulo (2,8%) e Rio de Janeiro (0,4%).

E agora?

  • Disque Solidariedade, serviço da prefeitura que atende às famílias em vulnerabilidade social, chegou a receber pedidos de moradores por fogões a lenha. Dá para fazer doações por lá, via telefone 156;

  • O Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina) também tem feito edições pontuais da campanha “Gás a preço justo”, doando centenas de botijões a famílias carentes de Curitiba e região; 

  • Enquanto isso, deputados do Paraná propuseram um projeto de lei para permitir a reutilização do botijão em qualquer distribuidora – o que aumenta a liberdade de escolha do consumidor e poderia reduzir o preço do gás em até 20%. A proposta ainda depende de aprovação em segundo turno e sanção do governador. (Tribuna do Paraná)
     

2. Um aeroporto que não perdeu voos ✈️

Se teve um setor afetado pela pandemia, foi o de turismo – e os aeroportos estão entre os locais que mais sentiram o baque. Mas teve aeroporto, e aqui em Curitiba, que conseguiu registrar aumento na movimentação: o Aeroporto do Bacacheri.

📈 Esse terminal encravado na região norte da cidade, dedicado a aeronaves de pequeno porte, recebeu 27.315 pousos e decolagens em 2020, 2,3% a mais que no ano anterior. (Plural)

  • E por quê? Porque o terminal não atende à aviação comercial; apenas aeronaves privadas. 

Em um futuro não muito distante, o Bacacheri deve sofrer mudanças. O terminal foi leiloado em abril, dentro do novo pacote de concessões do governo. Por isso, o aeroporto vai passar por obras, que incluem o aumento da capacidade da pista e do pátio de aeronaves. (Gazeta do Povo)

🎧 A vizinhança que se prepare: a previsão é que o aeroporto dobre de capacidade até 2050, atingindo 55 mil pousos e decolagens por ano.

  • estudo ambiental que embasou a nova concessão do aeroporto mostra também o aumento da curva de ruído nos arredores do terminal, em função do aumento da capacidade da pista. (Ministério dos Transportes)
     

3. Curtas ⚡

Feiras abertas: já começaram as tradicionais feiras de inverno das Praças Santos Andrade e Osório, que funcionam de segunda a sábado, das 10h às 19h. Neste ano, elas irão até o dia 17 de julho. A Feira do Largo também está de volta aos domingos, com 50% dos expositores. Também dá para prestigiar o trabalho dos artesãos nos dias de semana, com uma parceria na Vila Urbana, no centro. (Gazeta do Povo e Prefeitura de Curitiba)

Pão de pinhão: este é um sonho mais próximo da realidade: cientistas da Embrapa desenvolveram uma farinha de pinhão cru, e que ainda por cima não contém glúten, o que a torna apropriada para dietas especiais. Além de pães, dá para fazer bolos, salgados e doces – o céu é o limite. Só falta alguém começar a produzir comercialmente. (Embrapa)

‘Koo-ree-chee-bah’: é assim, segundo o The Wall Street Journal, que se pronuncia Curitiba para um falante do inglês. O diário norte-americano publicou no começo do mês um obituário sobre o ex-prefeito Jaime Lerner, “um guru global em planejamento urbano”.

 

4. Cobertura

O Edifício Anita – que já foi palco de muita coisa legal –, nas esquinas das ruas Desembargador Ermelino de Leão, Cândido Lopes e Carlos de Carvalho. Aqui tem um pouco da história por trás do imóvel. O clique é do nosso leitor Gabriel Carazzai. (Prédios de Curitiba)
 

Acesse esta nota avulsa

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5. Pra encerrar: em bom curitibanês

“A unanimidade é burra; é a diversidade que faz a gente crescer.”

Encerramos a edição de hoje com o curitibano Aristides Barbosa Junior, médico formado pela UFPR e especialista no enfrentamento do HIV/Aids, que faleceu no mês passado, aos 66 anos.

Barbosa trabalhou por muitos anos na Secretaria da Saúde de Curitiba e no CDC (Centro de Doenças, Controle e Prevenção) dos Estados Unidos (o equivalente à nossa Anvisa), onde atuou na pesquisa e combate ao vírus do HIV.

O médico contribuiu para que Curitiba se tornasse uma cidade pioneira no enfrentamento do HIV, defendendo o diagnóstico precoce e o combate ao preconceito contra pessoas que vivem com a doença. A sua história foi contada nesta reportagem. (Gazeta do Povo)

Uma ótima semana!
 

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Sobre

O Expresso é um boletim de notícias locais sobre Curitiba enviado todas as segundas e sextas-feiras por e-mail. Assine!

2019 © O EXPRESSO TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Gás nas alturas e madeira no fogão

É difícil de acreditar, mas, aqui em Curitiba, tem gente que está tendo que voltar às antigas e cozinhar com fogão a lenha, por causa do exorbitante preço do gás de cozinha.

Quem contou essa história (que até parece do século passado) foi a revista piauí, na reportagem “A lenha ou a fome”, de Felippe Aníbal. Ele foi ao bairro da Caximba, no extremo sul da cidade, onde “as pequenas chaminés dos fogões a lenha se multiplicam”. (piauí)

  • O bairro, ironicamente, fica a poucos quilômetros da Refinaria Getúlio Vargas, da Petrobras, responsável por 12% da produção nacional de derivados de petróleo.

💰 Para muitas das famílias que ali vivem, comprar um botijão chega a custar quase 15% da renda mensal. Em Curitiba, o preço de um botijão de GLP varia atualmente entre R$ 82 e R$ 93,50, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

“Bem ou mal, comida sempre teve. Mas, para o gás, não estava dando”, disse Marili dos Santos à piauí. “É duro você ver a comida ali e não ter como cozinhar.”

Olhando o gráfico (em especial o pico do último ano), dá para ver por que o preço do gás ficou dramático para tantas famílias em Curitiba. Acesse a visualização completa aqui

E por que o gás subiu tanto? Em resumo, por causa da alta do dólar e da elevada cotação do petróleo no mercado internacional. No Brasil, desde maio do ano passado, o preço do botijão subiu cinco vezes mais do que a inflação. Só no mês de junho, o reajuste foi de 6%. (Bem Paraná)

  • Mas ainda pode piorar: com o reaquecimento da economia global conforme a vacinação avança e a pandemia de COVID-19 arrefece, a demanda por energia deve aumentar – e o preço também, não só do gás, como da energia elétrica.

⏳ O uso de lenha e carvão para cozinhar não é de hoje: em Curitiba, cerca de 7% dos domicílios afirmam recorrer a esse tipo de combustível para preparar alimentos – ou 51 mil famílias, segundo dados do IBGE, de 2019. 

  • Esse percentual é bem menor que a média nacional, de 19%, mas maior do que em outras capitais, como Belo Horizonte (4,7%), São Paulo (2,8%) e Rio de Janeiro (0,4%).

E agora?

  • O Disque Solidariedade, serviço da prefeitura que atende às famílias em vulnerabilidade social, chegou a receber pedidos de moradores por fogões a lenha. Dá para fazer doações por lá, via telefone 156;
  • O Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina) também tem feito edições pontuais da campanha “Gás a preço justo”, doando centenas de botijões a famílias carentes de Curitiba e região; 
  • Enquanto isso, deputados do Paraná propuseram um projeto de lei para permitir a reutilização do botijão em qualquer distribuidora – o que aumenta a liberdade de escolha do consumidor e poderia reduzir o preço do gás em até 20%. A proposta ainda depende de aprovação em segundo turno e sanção do governador. (Tribuna do Paraná)

Cobertura

O Edifício Anita – que já foi palco de muita coisa legal –, nas esquinas das ruas Desembargador Ermelino de Leão, Cândido Lopes e Carlos de Carvalho. Aqui tem um pouco da história por trás do imóvel. O clique é do nosso leitor Gabriel Carazzai. (Prédios de Curitiba)

Curtas ⚡

Feiras abertas: já começaram as tradicionais feiras de inverno das Praças Santos Andrade e Osório, que funcionam de segunda a sábado, das 10h às 19h. Neste ano, elas irão até o dia 17 de julho. A Feira do Largo também está de volta aos domingos, com 50% dos expositores. Também dá para prestigiar o trabalho dos artesãos nos dias de semana, com uma parceria na Vila Urbana, no centro. (Gazeta do Povo e Prefeitura de Curitiba)

Pão de pinhão: este é um sonho mais próximo da realidade: cientistas da Embrapa desenvolveram uma farinha de pinhão cru, e que ainda por cima não contém glúten, o que a torna apropriada para dietas especiais. Além de pães, dá para fazer bolos, salgados e doces – o céu é o limite. Só falta alguém começar a produzir comercialmente. (Embrapa)

‘Koo-ree-chee-bah’: é assim, segundo o The Wall Street Journal, que se pronuncia Curitiba para um falante do inglês. O diário norte-americano publicou no começo do mês um obituário sobre o ex-prefeito Jaime Lerner, “um guru global em planejamento urbano”.

Um aeroporto que não perdeu voos ✈️

Se teve um setor afetado pela pandemia, foi o de turismo – e os aeroportos estão entre os locais que mais sentiram o baque. Mas teve aeroporto, e aqui em Curitiba, que conseguiu registrar aumento na movimentação: o Aeroporto do Bacacheri.

📈 Esse terminal encravado na região norte da cidade, dedicado a aeronaves de pequeno porte, recebeu 27.315 pousos e decolagens em 2020, 2,3% a mais que no ano anterior. (Plural)

  • E por quê? Porque o terminal não atende à aviação comercial; apenas aeronaves privadas. 

Em um futuro não muito distante, o Bacacheri deve sofrer mudanças. O terminal foi leiloado em abril, dentro do novo pacote de concessões do governo. Por isso, o aeroporto vai passar por obras, que incluem o aumento da capacidade da pista e do pátio de aeronaves. (Gazeta do Povo)

🎧 A vizinhança que se prepare: a previsão é que o aeroporto dobre de capacidade até 2050, atingindo 55 mil pousos e decolagens por ano.

  • O estudo ambiental que embasou a nova concessão do aeroporto mostra também o aumento da curva de ruído nos arredores do terminal, em função do aumento da capacidade da pista. (Ministério dos Transportes)

Pra encerrar: em bom curitibanês

“A unanimidade é burra; é a diversidade que faz a gente crescer.”

Encerramos a edição de hoje com o curitibano Aristides Barbosa Junior, médico formado pela UFPR e especialista no enfrentamento do HIV/Aids, que faleceu no mês passado, aos 66 anos.

Barbosa trabalhou por muitos anos na Secretaria da Saúde de Curitiba e no CDC (Centro de Doenças, Controle e Prevenção) dos Estados Unidos (o equivalente à nossa Anvisa), onde atuou na pesquisa e combate ao vírus do HIV.

O médico contribuiu para que Curitiba se tornasse uma cidade pioneira no enfrentamento do HIV, defendendo o diagnóstico precoce e o combate ao preconceito contra pessoas que vivem com a doença. A sua história foi contada nesta reportagem. (Gazeta do Povo)

Uma ótima semana!

📈 O ritmo constante da pandemia

📈 O ritmo constante da pandemia

Bom dia!

Também está enrolado no cobertor? Se achegue mais e confira as últimas sobre a pandemia em Curitiba, além de dicas de livrarias independentes e a história de uma venezuelana radicada na cidade.

Obrigada por sua leitura em mais esta semana – já são três anos e 177 edições contando as histórias da cidade! 🥳 Se você também curte O Expresso, visite oexpresso.curitiba.br/apoie e ajude a incentivar o debate sobre Curitiba.

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Tempo de leitura da edição de hoje:
7 minutos

Nosso próximo encontro:
Terça, 29 de junho

1. Um olhar diferente para a pandemia  👀

Você já ouviu falar no Hans Rosling, o estatístico sueco que transformava dados de desenvolvimento global em histórias e visualizações? Ele foi a inspiração para a nossa história da semana sobre a pandemia em Curitiba – que, alerta de spoiler, continua a avançar.

Resolvemos analisar visualmente, de uma forma diferente, os casos e mortes pelo coronavírus nas regionais de Curitiba, para ver, por exemplo, se:

  • havia regiões da cidade com muitas mortes e poucos casos; ou
  • se conseguíamos identificar padrões de aceleração e refreamento da pandemia ao longo dos últimos meses.

Com base nos dados abertos da prefeitura (que, infelizmente, não possuem o detalhamento por bairro, mas apenas por regional), reunimos os casos e mortes por COVID em Curitiba ao longo das semanas no gráfico abaixo:

Pela velocidade das bolinhas, dá para ver a aceleração da pandemia em dezembro/2020 e março/2021. Veja o gráfico completo aqui.

E o que concluímos?

  • É visível a aceleração da pandemia em dezembro/2020 e março/2021, como dá para perceber pela velocidade com que as bolinhas avançam à direita;
  • Desde então, os casos e mortes continuam a aumentar num ritmo constante (são, em média, 25 mortes por dia) em toda a cidade;
  • A regional do Boa Vista (na região norte) tem, disparado, o maior número de casos e mortes, como mostra a bolinha azul bem à direita, no alto;
  • Por outro lado, o coronavírus matou mais no Cajuru e no Boqueirão do que na CIC (bolinhas mais altas), apesar do número menor de casos (bolinhas mais à esquerda). 

🤿 Para ir a fundo: acesse o nosso Monitor COVID-19 Curitiba, com os dados completos da pandemia na cidade. E vale conferir este estudo que calcula que, com base no ritmo atual de vacinação, a pandemia em Curitiba vai até… 18 de janeiro de 2022. Essa é a data prevista para que 95% da população esteja completamente vacinada, com duas doses. Oremos. (Livre.jor)
 

 

2. Uma indicação de livraria 📚

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro… Aproveitamos esse tempinho chuvoso dos últimos dias (e a trilha sonora Djavan-iana) para indicar uma livraria independente ‘made in Curitiba’ que acabamos de conhecer: a Dona Plácida.

A Dona Plácida é obra da Rafaela Manicka, escritora curitibana que sentia sede de autoras latino-americanas. Em meio à pandemia, a busca pessoal levou à criação de uma livraria virtual, “na cara e na coragem”, com curadoria “de leitor para leitor” (e tem muita coisa boa, viu?).

Por enquanto, o encontro é só online – mas no futuro, a ideia é tornar a Dona Plácida também um ponto de cultura físico, com livros, música e gastronomia.

Aproveitando o embalo: não dá pra deixar de falar de outras livrarias independentes da nossa Curitiba, das quais também somos fãs:

Dica: quase todas elas vendem pela internet. Conhece mais alguma? Manda pra gente aqui no oi@oexpresso.curitiba.br. Vamos engordar essa lista!

E, se você precisa de um embalo pra ajudar na leitura, vale recorrer a esses três Clubes da Leitura online e gratuitos. (Gazeta do Povo)

 

3. Curtas ⚡

Live curitibana: nesta terça (22), esta editora que vos fala vai se aventurar pelo mundo das lives. Serei a mediadora de um papo sobre projetos de impacto social com Patrick Reason, fundador da ONG Beleza Escondida, que atua com mulheres vítimas de violência. A live é um ‘aquece’ para o Diálogos Curitibanos, um evento super bacana para debater o futuro da nossa cidade, do qual O Expresso é apoiador. Quem quiser acompanhar, é no YouTube, às 19h. Aproveite e se inscreva para o Diálogos, que vai acontecer de forma online em setembro.

Comida local: já começou o tradicional festival curitibano do Pão com Bolinho – pela primeira vez, tem até bolinho à base de plantas. O sanduíche custa R$ 17,90, e dá para pedir também por delivery, até o dia 7 de julho. (Plural)

Drink estrangeiro: Curitiba, uma cidade cheia de (ótimos) cafés, vai receber, enfim, uma unidade da americana Starbucks. A loja será no Shopping Mueller, ainda sem data definida. A novidade, como afirma esta boa crítica de Andrea Torrente, deve ser um sucesso – mas não pelo café. (Gazeta do Povo e Plural)
 

4. Só de fachada

Um clique diretamente de um dos imóveis históricos à venda da Rua Barão do Rio Branco. O registro é do Washington Cesar Takeuchi e você pode conferir a série inteira aqui.
 

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5. Pra encerrar: em bom curitibanês

“Curitiba virou uma espécie de terra prometida para os venezuelanos: são os Estados Unidos dos imigrantes.”

Quem nos conta esta história aí de cima é a venezuelana Maria Nina Muñoz Salas, uma dentista que veio morar no Brasil em 2017 e trouxe com ela apenas uma mala e uma bicicleta. (O Globo)

Como muitos venezuelanos, Maria Nina chegou ao país pela fronteira com Roraima, e viveu por dois anos em Boa Vista trabalhando como odontóloga. Desde essa época, tinha o sonho de se mudar para Curitiba – onde ela chegou em dezembro do ano passado e já montou seu consultório.

Maria Nina comentou que muitos dos seus conterrâneos vivem no bairro Fazendinha, onde há “venezuelanos por todos os lados”. Você sabia? Esperamos, de fato, que a cidade continue a acolher gente de todos os cantos 🙂

Uma ótima semana a você!

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O Expresso é um boletim de notícias locais sobre Curitiba enviado todas as segundas e sextas-feiras por e-mail. Assine!

2019 © O EXPRESSO TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Um olhar diferente para a pandemia  👀

Você já ouviu falar no Hans Rosling, o estatístico sueco que transformava dados de desenvolvimento global em histórias e visualizações? Ele foi a inspiração para a nossa história da semana sobre a pandemia em Curitiba – que, alerta de spoiler, continua a avançar.

Resolvemos analisar visualmente, de uma forma diferente, os casos e mortes pelo coronavírus nas regionais de Curitiba, para ver, por exemplo, se:

  • havia regiões da cidade com muitas mortes e poucos casos; ou
  • se conseguíamos identificar padrões de aceleração e refreamento da pandemia ao longo dos últimos meses.

Com base nos dados abertos da prefeitura (que, infelizmente, não possuem o detalhamento por bairro, mas apenas por regional), reunimos os casos e mortes por COVID em Curitiba ao longo das semanas no gráfico abaixo:

Pela velocidade das bolinhas, dá para ver a aceleração da pandemia em dezembro/2020 e março/2021. Veja o gráfico completo aqui.

E o que concluímos?

  • É visível a aceleração da pandemia em dezembro/2020 e março/2021, como dá para perceber pela velocidade com que as bolinhas avançam à direita;
  • Desde então, os casos e mortes continuam a aumentar num ritmo constante (são, em média, 25 mortes por dia) em toda a cidade;
  • A regional do Boa Vista (na região norte) tem, disparado, o maior número de casos e mortes, como mostra a bolinha azul bem à direita, no alto;
  • Por outro lado, o coronavírus matou mais no Cajuru e no Boqueirão do que na CIC (bolinhas mais altas), apesar do número menor de casos (bolinhas mais à esquerda). 

🤿 Para ir a fundo: acesse o nosso Monitor COVID-19 Curitiba, com os dados completos da pandemia na cidade. E vale conferir este estudo que calcula que, com base no ritmo atual de vacinação, a pandemia em Curitiba vai até… 18 de janeiro de 2022. Essa é a data prevista para que 95% da população esteja completamente vacinada, com duas doses. Oremos. (Livre.jor)

Uma indicação de livraria 📚

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro… Aproveitamos esse tempinho chuvoso dos últimos dias (e a trilha sonora Djavan-iana) para indicar uma livraria independente ‘made in Curitiba’ que acabamos de conhecer: a Dona Plácida.

A Dona Plácida é obra da Rafaela Manicka, escritora curitibana que sentia sede de autoras latino-americanas. Em meio à pandemia, a busca pessoal levou à criação de uma livraria virtual, “na cara e na coragem”, com curadoria “de leitor para leitor” (e tem muita coisa boa, viu?).

Por enquanto, o encontro é só online – mas no futuro, a ideia é tornar a Dona Plácida também um ponto de cultura físico, com livros, música e gastronomia.

Aproveitando o embalo: não dá pra deixar de falar de outras livrarias independentes da nossa Curitiba, das quais também somos fãs:

Dica: quase todas elas vendem pela internet. Conhece mais alguma? Manda pra gente aqui no oi@oexpresso.curitiba.br. Vamos engordar essa lista!

E, se você precisa de um embalo pra ajudar na leitura, vale recorrer a esses três Clubes da Leitura online e gratuitos. (Gazeta do Povo)