Um triste legado: a morte de mais motociclistas

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A pandemia vai deixar marcas indeléveis na forma como vivemos e como interagimos com nossa cidade. Mas um dos ‘legados’ imediatos é especialmente triste: a morte de mais motociclistas em Curitiba.

Um relatório anual do programa Vida no Trânsito mostrou que os motociclistas foram os que mais morreram no trânsito de Curitiba em 2020, ultrapassando os pedestres – que, historicamente, são as principais vítimas do trânsito na cidade.

👀 Tudo isso, é claro, ocorre em meio ao aumento de circulação de motos pela cidade, com a profusão de aplicativos e serviços de delivery pela pandemia.

Apesar da menor circulação de veículos com a pandemia, o número de mortes no trânsito aumentou em Curitiba – e as mortes de motociclistas, em verde, ultrapassaram as de pedestres, em amarelo. Veja o gráfico completo aqui.

🔎 O que mais deu pra descobrir:

  • Homens, com idades entre 20 e 39 anos, são os que mais morrem no trânsito: eles representam quase metade das mortes ocorridas em Curitiba;
  • Mulheres somam apenas 15% das vítimas;
  • A hora do rush e o início da noite, entre 18h e 21h, concentram o maior número de ocorrências fatais no trânsito de Curitiba;
  • Uma estatística curiosa: as chances de morrer em um acidente de trânsito em Curitiba (seja como pedestre, motorista ou motociclista) são as mesmas para pessoas na casa dos 20 anos e pessoas com 80 anos ou mais. A taxa de mortalidade é praticamente igual para as duas faixas etárias.


E, no frigir dos ovos: Curitiba não conseguiu bater a principal meta do programa, apoiado pela Organização Mundial da Saúde, de reduzir pela metade a morte de pessoas no trânsito em dez anos. Chegamos a uma queda de 42%, um pouco abaixo dos 50% estipulados como meta. 

  • Foi por pouco, mas o aumento de vítimas em 2020 infelizmente colaborou para isso.


Por fim, ainda não há uma análise sobre o que causou a maioria dos acidentes, mas, no ano anterior, o relatório apontou o álcool, a velocidade e o desrespeito à sinalização como os principais fatores de risco.

E no ano pandêmico? Será que o álcool ainda figura entre os principais fatores de acidente? Ou será que o desrespeito à sinalização ou atitudes imprudentes, em ruas mais vazias, ganharam força? O relatório final sai em julho, mas você, leitor d’O Expresso, pode compartilhar a sua percepção escrevendo para a gente no oi@oexpresso.curitiba.br 😉

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