Esta é a semana de aniversário de Curitiba: a cidade que amamos fez 328 anos ontem, dia 29 🎂 É uma época um pouco triste para celebrar, com uma pandemia que fez tantas vítimas em nossa cidade e pelo mundo.
Mas a gente queria aproveitar a ocasião para sugerir um passeio ao ar livre, seguro e de íntima conexão com a cidade: andar pelo centro e admirar os primeiros arranha-céus de Curitiba.
🏙️ Quem faz o convite são as pesquisadoras do Morar nas Alturas, Elizabeth Amorim de Castro e Zulmara Sauner Posse – que montaram três roteiros super bacanas para entender o processo de verticalização de Curitiba.
- O primeiro mapeia os primeiros prédios erguidos na cidade, entre 1926 e 1943;
- O segundo identifica os edifícios comerciais que ainda hoje marcam a paisagem do centro de Curitiba, construídos entre 1944 e 1960;
- O terceiro, por fim, mostra os edifícios residenciais ou de uso misto construídos na área central nas décadas de 1940 a 1960.
Dá inclusive para fazer o passeio de forma virtual, clicando nos links acima e explorando as fotos incluídas pelas pesquisadoras em cada um dos pontos – há preciosidades como fotos antigas e até as propagandas de lançamento dos edifícios, como esta da antiga sede do Clube Curitibano.
Algumas curiosidades:
- Lá naquele início, a verticalização de Curitiba estava muito ligada à ideia de modernização e embelezamento da urbe. Os arranha-céus (os primeiros não tinham mais que quatro andares) eram um símbolo do progresso, e vieram junto com o asfalto, a definição de padrões construtivos e o alargamento das ruas;
- “Depois que surgiu esse negócio, ninguém mais quer ser industrial”: era o que vaticinava um jornal da época, em 1940. “Com o salário de um funcionário [o ascensorista que faz as vezes de cobrador de aluguel], o capitalista resolve o seu caso. Uma fábrica dá mais trabalho e… menos lucro”;
- Mas a maioria dos jornais, na verdade, exaltava a verticalização: “uma notável contribuição ao progresso de nossa cidade”, dizia esta notícia sobre o edifício José Loureiro, de 1949, que afirmava que os empreendimentos “elevavam Curitiba à categoria de uma grande metrópole”.
🤿 Para ir a fundo:
- Quem quiser se deliciar com os recortes de jornais e as fotos de Curitiba pode acessar o livro na íntegra, em PDF, aqui.
- Falando em história, vale conferir a última coluna do nosso Diego Antonelli, que agora fala sobre as construções mais antigas de Curitiba. A primeira foi sobre a Igreja da Ordem.