Com a aparente desaceleração da pandemia em Curitiba, a cidade tem ensaiado um retorno às atividades cotidianas — com distanciamento e de máscara, sempre, enquanto a vacina não vem. (Plural)
Mas e quem depende do transporte público: como manter o distanciamento num ônibus lotado? 🤷♀️
O Tribunal de Contas fez uma auditoria que comprovou o que muita gente já vivia na prática: os ônibus de Curitiba estão circulando lotados, a despeito da pandemia e da regra de limitar a capacidade dos veículos. (Gazeta do Povo)
- O órgão foi verificar a situação por causa do repasse emergencial às empresas de ônibus, lá no início da pandemia. Um dos objetivos da verba, afinal, era garantir que os veículos circulassem em condições adequadas, para evitar o contágio pelo coronavírus. (Tribuna do Paraná)
O que diz a prefeitura? A Urbs argumenta que: (Plural)
- O número de passageiros “não chegou nem na metade do normal antes da pandemia” (na verdade, os dados oficiais da Urbs indicam uma queda média de 35% nos últimos dias);
- Atualmente, 80% da frota está circulando;
- A redução máxima da frota foi de 40%;
- O monitoramento dos usuários é constante, e a fiscalização é permanente;
- Diversas medidas de prevenção, como a higienização dos ônibus, marcações para distanciamento nos terminais e viagens com janelas abertas, foram adotadas.
Mas… Um levantamento da Moovit, baseado em dados de usuários do aplicativo, mostra que Curitiba está entre as capitais mais próximas de atingir a média pré-pandêmica de passageiros no transporte público. Na última sexta, por exemplo, a queda era de apenas 12%. Talvez isso ajude a explicar os ônibus lotados, num momento de frota ainda reduzida…
- Além disso, no início do mês, Curitiba também aumentou a ocupação dos ônibus para 70% da lotação máxima. Ou seja, mais gente circulando nos veículos. (Diário do Transporte)
E o que dá para fazer?
- O Tribunal de Contas determinou que a prefeitura estabeleça, em um mês, regras de espaçamento nos ônibus e que fiscalize a superlotação nos horários de pico. (TCE-PR)
- Pelo mundo, a etiqueta de falar pouco no transporte público, aliada ao uso de máscaras e à ventilação dos veículos, deu bons resultados na França e no Japão. (Bloomberg, em inglês)
- Já em Detroit, antigo polo automotivo dos EUA, a prefeitura tem investido na pesquisa de meios de transporte alternativos para o pós-pandemia. A cidade investiu numa frota de carros adaptados, com separação entre motorista e passageiro e adaptações no sistema de ar condicionado, só para levar cidadãos com sintomas de COVID ao posto de testagem. (Next City, em inglês)
- E, voltando a Curitiba, é bom saber o que pensam os candidatos à prefeitura sobre o transporte público: a Tribuna do Paraná perguntou sobre o preço da passagem, e o G1 PR reuniu as propostas de mobilidade urbana.