Passamos agora a um dos temas preferidos do curitibano: o busão.
Semana passada, os vereadores aprovaram um novo repasse de aproximadamente R$ 135 milhões às empresas de ônibus de Curitiba — um auxílio emergencial até o fim do ano para compensar a queda de passageiros durante a pandemia. (Câmara Municipal de Curitiba)
A justificativa do município é que o dinheiro vai manter em funcionamento o sistema, que é de utilidade pública e tem relevância social. Até a Constituição Federal, explica a mensagem do Executivo à Câmara, diz que o transporte público é um serviço essencial — e que, se parar, provocaria danos enormes à cidade. “Curitiba não socorre empresa. Mantém seu transporte ativo, a todo vapor”, disse o líder do prefeito na Câmara.
📉 Pra quem não sabe, por causa da pandemia, o número de passageiros caiu cerca de 60% em relação à previsão inicial das empresas. É como se 360 mil pessoas sumissem dos ônibus todos os dias. Está tudo aqui, em dados disponibilizados pela URBS. (Portal da Transparência Coronavírus)
- As empresas afirmam que, atualmente, só arrecadam o suficiente para cobrir metade dos seus custos. Segundo os cálculos da URBS, a passagem teria que custar R$ 16 (em vez de R$ 4,50) para reequilibrar a equação financeira.
Na mensagem encaminhada com a proposta, a área técnica da URBS argumenta que “não haveria como o sistema continuar subsistindo por muito tempo” com a atual redução de passageiros, e que os ônibus “fatalmente atingiriam uma situação de colapso”.
Mas… O socorro milionário às gigantes do transporte, enquanto pequenos empresários, autônomos e desempregados também sofrem com a pandemia, provocou críticas. O Ministério Público resolveu apurar os repasses, o Tribunal de Contas questionou se houve infração à Lei de Responsabilidade Fiscal e o assunto, é claro, já virou tema de pré-campanha. (Gazeta do Povo e G1 Paraná)
- Mais importante que tudo: a despeito do socorro financeiro, os usuários dos ônibus continuam se queixando da redução da frota, da lotação dos veículos, das filas nos terminais, da ineficiência das medidas adotadas até aqui e da falta de álcool gel para higienizar as mãos.
🗣️ E você, leitor: o que acha? O auxílio ao sistema de ônibus é justificado? Será que haveria como evitar aglomeração nos veículos? Daria pra investir num transporte de massa mais seguro em meio a uma pandemia? Mande sua opinião para nós respondendo a esse email 😉