Com mais gente passando tempo em casa (e na cozinha!), a mesa do curitibano parece ter ficado mais saudável: a procura por alimentos orgânicos cresceu entre 30% e 50% desde os primeiros meses da pandemia, segundo relatam produtores da cidade. (AEN)
“Não temos mais que gastar em saídas; então, vamos comer melhor”, é o que a produtora Claudia Capeletti tem ouvido dos clientes.
🍳 É um movimento nacional, aliás — depois de um ano em que o setor cresceu 15% no país. “O consumidor está entendendo o valor agregado do orgânico e está disposto a pagar pelo seu preço, que, aliás, não é tão maior assim, se computadas as muitas vantagens da escolha”, comenta Clauber Cruz, diretor da Organis, baseada em Curitiba. (BBC Brasil)
Por que é tão caro? A agricultora Milena Miziara, que largou emprego em Curitiba para se dedicar à produção de orgânicos no sítio da família, lista alguns fatores neste texto:
- maior custo de mão de obra (que é intensiva!)
- uma remuneração mais justa ao produtor, e
- mais valor agregado (leia-se, benefícios ao meio ambiente e à saúde).
Mas ela admite que ainda há abuso nos preços, e que a melhor opção é comprar direto do produtor. (Papo Reto)
🌊 Para aproveitar a onda, o governo do Paraná quer multiplicar o número de produtores orgânicos no estado, passando de 3.500 para 10 mil, ajudando com assistência técnica e certificação. (AEN)
Nem tudo são flores: com a suspensão das feiras livres aos fins de semana em Curitiba e a diminuição do movimento nas ruas em geral, muita gente penou. Para alguns produtores, a queda foi apenas parcialmente compensada com as entregas — que exigiram, além disso, um novo esforço logístico.
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