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As discussões sobre a cidade pós-pandêmica ganharam um novo ingrediente nesta semana: um estudo do Ippuc, o órgão de planejamento urbano de Curitiba, propõe ampliar o uso de ruas e calçadas para feiras, comércios e restaurantes.

Seria uma alternativa de convívio seguro nas ruas em tempos de coronavírus.

Alguns croquis foram divulgados:

  • feiras livres, como a do Largo da Ordem, Alto da Glória e Praça 29 de Março, ganhariam um novo desenho para garantir o distanciamento de clientes e feirantes (com a implantação de cones e ‘vias’ de circulação, de sentido único, para os visitantes); 
  • os bares e restaurantes da rua Prudente de Morais, que se tornou um polo gastronômico, usariam parte do asfalto para colocar mesas e cadeiras; 
  • a calçada na rua Enette Dubard, polo comercial do Tatuquara, seria ampliada para aumentar a mobilidade dos pedestres;
  • as barracas dos ambulantes na rua Izaac Ferreira da Cruz, no Sítio Cercado, iriam para as esquinas, a fim de aumentar o espaço de circulação.

Mesas de bares no Largo da Ordem com distanciamento social, segundo a proposta do Ippuc. Veja mais imagens aqui.


🚲 Além disso, mais ciclovias seriam implantadas pela cidade (mas sem nada de muito novo, além da já anunciada ciclofaixa na rua Padre Anchieta e da recuperação da ciclovia na João Bettega, que leva à CIC).

Só que: são só sugestões. Segundo o Ippuc, algumas das intervenções já foram e outras devem ser implementadas no curto prazo, como as ciclofaixas ao redor do Mercado Municipal. Mas não há nenhum plano concreto para implementar todas elas. (BandNews Curitiba)

E, pra não esquecer: como sempre, atualizamos no nosso Monitor COVID-19 Curitiba os números da epidemia na cidade — que, infelizmente, continua a todo vapor. Já estamos em quase 25 mil casos confirmados e pouco mais de 700 mortes. Não se descuide: use máscara, mantenha o distanciamento e, se puder, fique em casa.

Curtas pandêmicas:

  • Uma nota positiva: o número de casos ativos (ou seja, de pessoas que podem transmitir o vírus) parece estar diminuindo em Curitiba, segundo os dados divulgados pela prefeitura. O pico até agora foi em 26 de julho.
  • Por outro lado, um estudo recém-lançado aponta que a flexibilização da quarentena colocou Curitiba “na rota do colapso”. Para Maria Carolina Maziviero, uma das responsáveis pelo estudo e que já entrevistamos por aqui, “é um contrassenso que a cidade tenha decidido reabrir serviços não essenciais, como shopping centers e academias, enquanto parques e praças sigam fechados”. (BBC Brasil)
  • A pesquisa também critica a falta de dados detalhados por bairro, gênero, faixa etária e raça, para orientar as políticas públicas de combate ao vírus. O texto destaca que há bairros mais vulneráveis na cidade — como mostramos aqui.
  • Por fim: começaram os testes da vacina chinesa contra o coronavírus, com voluntários da área da saúde, no HC. (TV UFPR)

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