“Curitiba sem pinheiro ou céu azul, pelo que vosmecê é – província, cárcere, lar –, esta Curitiba, e não a outra para inglês ver, com amor eu viajo, viajo, viajo.”
Não podia ser diferente: a frase desta edição é do famoso Vampiro de Curitiba, o escritor Dalton Trevisan — que completou 95 anos neste domingo (14). As aspas acima encerram o conto “Em Busca de Curitiba Perdida”, publicado em 1992.
Como comenta o jornalista Luiz Rebinski neste ótimo artigo, a obra de Trevisan “tem em Curitiba não apenas um cenário, mas sua própria razão de existir. Trevisan pegou emprestado o nome da capital paranaense para construir um mundo próprio em dezenas de livros”. (Folha de S.Paulo)
Considerado o maior contista brasileiro vivo, o escritor vive recluso em sua casa no Alto da XV. Uma curiosidade que poucos sabem: Trevisan já foi escoteiro, e desde criança publicava seus sonetos e contos em jornais de Curitiba. (Zelig)