“Simpatia, o que foi que deu errado?”
A frase é do icônico jornalista curitibano Ali Chaim, mais conhecido como Califa 33 — um dos repórteres policiais mais célebres da cidade, que atuou entre as décadas de 1960 e 1980 e morreu na semana passada, aos 81 anos.
“Ele revolucionou o noticiário policial quando começou a divulgar o que os ‘filhinhos de papai’ aprontavam na Avenida Batel”, afirmou o colega Antônio Nascimento.
Chaim era conhecido pela forma como abordava os suspeitos dos crimes: oferecendo um Carlton e um pão fresquinho, como conta José Carlos Fernandes, obtinha confissões e depoimentos que deixavam muito delegado no chinelo. De vez em quando, fazia as vezes da Justiça.
“Em minutos, a diferença entre nós e a turma que entrou em cana é que eles estão presos, e nós não. O jornalismo que pratica não é perfeito, mas não é babaca, nem hipócrita, nem ensaiado”, bem pontuou Fernandes neste texto de 2017.