“Talvez já nos encontremos em plena subida para o novo clima social… Tudo leva a crer que assim seja. O artista sensível, antes marginal, assume agora a liderança e fala numa nova linguagem que ainda não conhece gramáticas”.
O trecho acima é um dos versos do “Manifesto para não ser lido”, da primeira edição da revista Joaquim, em abril de 1946 — que achamos bem pertinente para os tempos atuais. Curitibana, a publicação tinha como um dos comandantes o escritor Dalton Trevisan. A redação, inclusive, ficava na casa do autor.
Naquele cenário pós-guerra, o clima era de ansiedade e questionamentos. “A Joaquim não apenas ofereceu novas portas, como veio para quebrar as portas ou dizer que as portas locais eram muito pouco diante das portas universais, mesmo nesse mundo pós-Holocausto”, comenta Daniel Zanella, editor do Jornal RelevO e especialista em Joaquins.
Para saber mais: um resgate da obra de Dalton Trevisan na Joaquim, também de autoria de Daniel Zanella, na edição número 11 da revista “Cândido” — em 2012.