Na semana passada, um toró daqueles paralisou São Paulo, a maior cidade do país — e deixou muito curitibano assustado com as imagens que se espalharam por aí.
A repórter Rosana Félix, da Gazeta do Povo, fez uma boa comparação da situação de Curitiba à de outras metrópoles em termos de prevenção a enchentes, e chegou a conclusões alentadoras:
- A grande extensão de áreas verdes em Curitiba ajuda a prevenir alagamentos (é só lembrar dos tradicionais parques Barigui e São Lourenço, feitos propositalmente para isso);
- O relevo pouco acidentado diminui a velocidade da água da chuva pelas ruas, e evita enxurradas;
- Já existem políticas públicas de prevenção a desastres, como o Plano Diretor de Drenagem, planos setoriais de saneamento básico e leis que exigem, por exemplo, a captação da água da chuva nos prédios da cidade.
Mas, como uma provocação nunca é demais, a gente queria aproveitar a ocasião para compartilhar uma boa reflexão do Washington Fajardo, publicada na Veja São Paulo:
🛑 “Assustador constatar que as lideranças estão mergulhadas em fossas de negação do novo normal: a emergência climática. […] Sem responsabilização sobre os gestores, nada mudará. Observem que prefeitos são obedientes à responsabilidade fiscal, mas completamente arruaceiros no cumprimento de planos urbanísticos e ambientais.”
📒 “As grandes metrópoles precisam de uma Agenda Nacional Urbana. É relativamente simples pois implica na definição de orientações comuns para a reciclagem das cidades brasileiras, preparando-as para a próxima década. […] Sem tal pactuação, nenhuma cidade conseguirá [sobreviver]. Nem São Paulo.”