O Brasil sempre olhou o sul como um espaço europeu. Na verdade, sempre foi xetá, sempre foi guarani, sempre foi kaingang. Só queremos a nossa terra, para poder sobreviver, ter a nossa cultura, plantar, ter nossa subsistência. […] Não dá mais para dizer que não existe indígena.
Camila dos Santos, indígena do povo Kaingang e moradora da aldeia Kakané Porã, a primeira aldeia urbana do sul do Brasil — que fica aqui em Curitiba. Ela gravou um depoimento ao pessoal da PEITA, que lançou uma camiseta com a frase “Lute como uma garota” em guarani e kaingang. O lucro será revertido para a construção de um refeitório para as crianças da aldeia.