Mais um capítulo dos números do Fies em Curitiba — que a gente d’O Expresso, com base em dados do excelente Fiquem Sabendo, está levantando há algumas edições.
O MEC vem liberando dados sobre os endividados do Fies no país: aquele pessoal que frequentou a universidade particular, conseguiu um financiamento do governo federal, mas não está conseguindo pagar a dívida, mesmo depois de formado.
Agora, é hora de saber quanto cada universidade de Curitiba recebeu em recursos do governo federal que ainda não foram quitados pelos alunos — já que, noves fora, o dinheiro emprestado pelo Fies é pago diretamente à instituição de ensino, e só depois cobrado do estudante.
Veja abaixo o top 10 de Curitiba:
UniBrasil – R$ 32,5 milhões
Universidade Positivo – R$ 22,8 milhões
PUCPR – R$ 18,9 milhões
Centro Universitário Opet – R$ 10,4 milhões
Centro Universitário Dom Bosco – R$ 8,8 milhões
Faculdade Estácio de Curitiba – R$ 7,8 milhões
Faculdade Paranaense – R$ 6,4 milhões
Uniandrade – R$ 4,9 milhões
Universidade Tuiuti do Paraná – R$ 4,4 milhões
FAE Centro Universitário – R$ 3,1 milhões
⛔ A gente reforça: esses valores não são dívidas das universidades, mas dos egressos de cada instituição. Eles se referem apenas aos contratos inadimplentes do Fies (com parcelas atrasadas em no mínimo três meses), de 2010 em diante — ou seja, também não representam o total de recursos via Fies que a universidade já recebeu!
Entre aspas: “Num país onde o nível de desemprego e a falta de oportunidades dificultam que o jovem recém-formado possa cumprir com seus compromissos, o pagamento da dívida virou uma aposta social. […] Não dá para crucificar quem trabalhou sério e proporcionou oportunidades de mudanças na vida de milhares de pessoas.” Esse é Antônio Eugênio Cunha, ex-presidente da Fenep (Federação das Escolas Particulares), em artigo no Estadão, ao defender a importância do Fies.
Para saber mais:
- A nova planilha com os dados do MEC está aqui.
- Dívida estudantil em Curitiba soma R$ 96 milhões (O Expresso)
- As universidades de Curitiba que concentram o maior número de contratos inadimplentes (O Expresso)