Correndo atrás do prejuízo — de ônibus

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Na semana passada, O Expresso esteve no Fórum Sistema de Transporte Coletivo, um dia de debates promovido pelo Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba) para discutir o futuro do nosso tão falado busão curitibano.

👎 Todo mundo reconheceu que Curitiba, que ficou conhecida como modelo mundial em transporte público, agora está correndo atrás do prejuízo, enquanto enfrenta uma constante queda de passageiros

Por quê? A concorrência com os apps de transporte, o preço da passagem, o aumento da taxa de desemprego e a falta de segurança foram alguns dos motivos apontados durante o evento como razões para a queda.

Uma provocação: no meio do evento, Luiz Gustavo Comeli, professor da FAE e gestor do Distrito CWB, perguntou aos presentes: “Quem aqui veio de ônibus?” Entre cerca de 150 pessoas, a maioria executivos das empresas de ônibus, apenas cinco levantaram a mão. “E quem tem cartão-transporte?”, questionou. Pouco menos de 15 pessoas. 😮

E agora? “A nossa meta é passar Bogotá. Se eles nos copiaram, podemos copiá-los e melhorar ainda mais”, disse Maurício Gulin, presidente do Setransp — no que nos pareceu um objetivo um pouco melancólico, vindo da cidade que já foi referência mundial em transporte público.

👍 O que pode ser solução:

  • Bilhetagem eletrônica: permite pagar o ônibus de novos jeitos, como no cartão de débito ou por meio de um aplicativo de celular. O novo sistema deve virar realidade em seis meses, prometeu a Urbs (Metro Curitiba);
  • Novas formas de receita: os empresários defendem que se faça publicidade na plotagem dos ônibus, por exemplo, ou outras parcerias comerciais;
  • Redesenho das linhas: a sugestão é do professor Cassius Scarpin, da UFPR. Ele, que vem estudando o tema há anos, defende que o percurso das linhas pode ser repensado com base em dados de origem-destino, que podem ser obtidos em tempo real, com geolocalização — para tornar os trajetos mais economicamente viáveis e atender melhor às necessidades da população;
  • Modernização dos contratos: essa proposta é da Urbs, que defende medidas como instituir o leasing de ônibus, em vez de obrigar as empresas a terem frota própria, e a própria bilhetagem eletrônica.


Em resumo: “Não use gordura velha pra fritar polenta”. Ou, nas palavras do prefeito, não tenham medo de inovar. A frase, segundo Greca afirmou no evento, é da matriarca Flora Madalosso, do famoso restaurante de Santa Felicidade.

O que você acha, leitor? Pode funcionar? Há luz no fim do túnel? Você ainda pega ônibus em Curitiba, ou já desistiu? Conta pra nós aqui no oi@oexpresso.curitiba.br 

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