Pra quem lembra, nossa última edição contou com um remember sobre os 45 anos do mais icônico ônibus de Curitiba: o expresso.
E a gente retoma o assunto dando espaço para o comentário de um dos nossos leitores, Emerson Castro, que (bem) observou um dos problemas mais notáveis do sistema de ônibus da capital – que contribui muito para a constante diminuição do número de usuários.
“Em geral, os ônibus priorizam o transporte em más condições“, escreveu. “Aqui prioriza-se o transporte em pé, que é mais rentável num primeiro momento, mas na ponta do lápis faz o usuário olhar carro próprio ou Uber como algo mais interessante”.
“Tudo o que foi dito está correto, mas o principal ficou de fora: em geral, os ônibus priorizam o transporte em más condições. Esses dias contei o número de pessoas que sentam num biarticulado – 34. Há uns oito anos, em São Paulo, peguei um ônibus muito antigo, bem surrado, mas tinha mais gente sentada lá do que aqui num biarticulado hoje. Percebe o problema? Isso sem contar conforto como o que vi em Niterói: ônibus com Wi-Fi e carregador de celular em cada traseira de encosto de banco. Aqui prioriza-se o transporte em pé, que é mais rentável num primeiro momento, mas na ponta do lápis faz o usuário olhar carro próprio ou Uber como algo mais interessante”.Aqui o comentário completo:
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